Archive for agosto, 2009

Equipamentos Básicos

Antes de começar a fazer cerveja View definition in a new window, você vai precisar de alguns equipamentos. Esses equipamentos devem ser reservados e utilizados só para fazer cerveja.

  • Um caldeirão ou panela grande com capacidade de uns 25 litros (nº 34 ou 36), cuja altura seja no mínimo 2cm maior que uma garrafa de cerveja em pé, ou seja, 30cm. Esta panela servirá para ferver água, cozinhar o malte e pasteurizar a cerveja. A panela de cerveja é sagrada! Ela só deve ser usada para fazer cerveja. Guarde-a com cuidado para protegê-la de usos indevidos.
  • Dois baldes plásticos com capacidade de 20 litros, para guardar água fervida, baldear cerveja, coar malte, etc.
  • Uma peneira metálica de malha fina, que tenha o diâmetro maior que o balde anterior e que servirá para coar o material durante a frabricação.
  • Um escorredor de macarrão, tipo cestinha plástico, para lavar e peneirar o malte.
  • Panos de algodão para coagem fina do material.
  • Um vidro grande de boca larga (maionese, café solúvel, etc) muito bem lavado, para recolher o fermento após a fabricação da cerveja.
  • Uma colher grande para mexer o mosto View definition in a new window. Não use colher de madeira.
  • Um termômetro para laticínios com escala de -10ºC a 110ºC.
  • Mangueira atóxica para fazer um sifão, muito usado para passar a cerveja de um recipiente a outro e engarrafá-la.
  • Galão de água usado para ser usado como fermentador.

Claro que essa lista é apenas o básico necessário. Ainda existem muitos equipamentos e utensílios que podem ser usados para facilitar a vida do cervejeiro.
Por exemplo, o malte pode ser moído no liquidificador, mas não é o ideal. O ideal seria ter um moinho para fazer esse trabalho. O problema é que esse moinho é caro e pode custar o mesmo que toda a lista acima.

Densímetros são úteis para medir a quantidade de álcool produzida na fermentação View definition in a new window e ajudá-lo a decidir quanto a fermentação deve acabar. Para ser fazer uma cerveja mais doce, não se pode deixar o fermento consumir todo o açúcar.

Apenas mais um detalhe, eu faço cerveja usando apenas os equipamentos listados acima e ela fica boa. Portanto, você também pode.

1º Encontro de cervejeiros artesanais de Sorocaba

Depois do encontro da AcervA Paulista, nós marcamos um encontro no Botequim da Francisca, que possui um ambiente muito legal, boa comida e quase 140 rótulos diferentes de cerveja View definition in a new window.

Estavam presentes a galera da McDuff e eu. Eles levaram a American Brown Ale View definition in a new window que ficou em segundo lugar no concurso da AcervA e uma garrafa de hidromel. Eu não levei nada porque minha cerveja acabou e estou repondo os estoques de insumos para começar novas levas e tentar fazer uma brassagem coletiva de uma IPA.

Eu tomei duas cervejas da Eikbier, a Golden Ale e a Weissbier. As duas muito boas, mas a Golden Ale me deixou com vontade de bebê-la de novo. Os outros caras tomaram outras brejas e, claro, que fui experimentando: Paulaner Salvator, Eikbier porter e uma Eisenbahn Strong Golden Ale que foi a melhor da noite.

Métodos cervejeiros

Desde que comecei a fazer cerveja View definition in a new window que venho percebendo dois métodos bem distintos de fazer cerveja. O método empírico e o método científico. Só quero deixar claro que os dois métodos fazem boa cerveja e não estou aqui para criticar ninguém.

A principal diferença entre os métodos é o grau de controle que se tem sobre os processos de fabricação da cerveja. O método científico se preocupa muito em mensurar todos os aspectos da cerveja e reduzir tudo a números. Confesso que, apesar de ser matemático, essa abordagem não me agrada muito.

Sou de família italiana, e adepto do método empírico, e cresci na cozinha e, assim, aprendi a cozinhar sem seguir receita. Fui aprendendo os efeitos e resultados esperados no aroma e sabor deixados por cada tempero, cada especiaria. Por isso reduzir alimentos e sensações a números me incomoda um pouco.

No entando, o método científico também tem suas vantagens. O maior controle sobre cada processo reduz as margens de erro e te ajuda a acompanhar exatamente o que acontece em cada processo. Só é preciso tomar cuidado para não focar muito nos controles e deixar a cerveja em segundo plano.

Existem testes e controles para tudo. Teste de iodo para a brassagem, densímetro para medir atenuação View definition in a new window e volume alcoólico, chiller para esfriar o mosto View definition in a new window até a temperatura desejada e muito mais. O problema maior é quando você tem um resultado numérico que não faz muito sentido para a grande maioria das pessoas. Uma cerveja com gravidade View definition in a new window de 1040, volume alcoólico de 5% e 50 IBU View definition in a new window não diz se a cerveja é boa ou não.

Para o iniciante, o método científico é muito confuso e cheio de siglas e fórmulas que podem fazer o iniciante perder o interesse por causa da quantidade de teoria envolvida. O método empírico é mais direto, mais “mão na massa”. Conheço cervejeiros que seguem medindo a cerveja e sempre erram no priming View definition in a new window e na carbonatação. Eu mesmo já errei muito no empirismo.

É uma questão de gosto. Se você gosta de medidas e fórmulas é quase certo a opção pela ciência da cerveja. Se você prefere fazer logo uma leva de cerveja pegue o empirismo e seja feliz.